A relação entre Ansiedade e Nutrição

Poucas pessoas pensariam em consultar um nutricionista por causa da ansiedade, mas você sabia que ansiedade nutrição tem relação?


A ansiedade é um estado afetivo normal quando o individuo tem uma resposta adaptativa, , ou seja, detectam ameaças, evitando assim situações de perigo, além de atuar como um fator modulador do funcionamento cognitivo. Mas ela passa a ser considerada patológica quando sua intensidade ou sua duração deixam de ser proporcionais aos estímulos recebidos, causando prejuízo à vida da pessoa. Neste caso, os sintomas variam entre somáticos (taquicardia, tremores, sudorese, boca seca) e comportamentais (agitação, insônia e medos) e cognitivas (apreensão, nervosismo, preocupação, irritabilidade e desatenção).


Evidências apontam para uma desregulação serotinérgica e GABAérgica nos transtornos

de ansiedade. Foi demonstrado que a ansiedade generalizada, a fobia e o estresse pós-traumático estão associados com menores níveis de serotonina no cérebro. Quanto ao sistema GABAérgico, foi observada uma diminuição dos receptores de GABA no córtex de indivíduos com transtorno de estresse pós-traumático.


Alterações do apetite ou do padrão nutricional não são sintomas centrais para o diagnóstico dos transtornos de ansiedade, mas a presença desses sintomas não é rara e causa grande desconforto. Os estados de ansiedade estão associados a alterações fisiológicas ligadas a atividade de resposta ao estresse. As estruturas cerebrais modulam tanto aspectos cognitivos (resposta ao estresse, atenção) quanto funções metabólicas (apetite e termogênese).


A ansiedade não patológica também tem papel relevante no controle do apetite e dos hábitos alimentares. Pessoas menos ansiosas tendem a ter um padrão alimentar mais leve. Em relação às mulheres, níveis menores de ansiedade correlacionam-se a um padrão alimentar mais baseado em vegetais, enquanto níveis maiores estão relacionados a aumento do consumo de doces.


Nosso hábito alimentar (ocidental) caracteriza-se por baixo consumo de frutas e vegetais e há evidências que sugerem que deficiências nutricionais se correlacionam aos transtornos mentais, sendo as mais importantes, falta de ômega 3, vitaminas do complexo B, minerais e aminoácidos envolvidos nas sínteses de alguns neurotransmissores.


Causas


Deficiências nutricionais, experiências traumáticas, vida estressantes, mudanças hormonais, doenças, idade, genética, maus hábitos.


Suplementos fitoterápicos


Passiflora incarnata é utilizada pelo seu efeito sedativo e tranquilizante, withania somnifera, Piper methysticum (kava-kava), Hypericum perforatum (erva de São João) são alguns dos fitoterápicos ansiolíticos utilizados como ansiolíticos.


Suplementos nutricionais


Triptofano e 5 HTP, L-lisina e L-arginina e o inositol, são alguns dos suplementos nutricionais indicados.

Não esquecer que falhas na alimentação que levam a carências nutricionais podem prejudicar a síntese de alguns neurotransmissores, portanto, de nada adianta suplementar e continuar com carências nutricionais e com uma má alimentação.


Não posso deixar de falar que para qualquer questão psicológica, um psicanalista/psicólogo deve ser procurado.


Referências:



Nutrição Clínica Funcional:Neurologia/Bettina Moritz, Luana Meller Manosso- São Paulo: Valéria Paschoal Editora


Nutrição em psiquiatria/ Táki Athanássios Cordás, Adriana Trejger Kachani e cols- Porto Alegre: Artmed, 2010


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