Comer intuitivo: como usar a sua intuição para se alimentar melhor

Atualizado: há 4 dias

Antes de começar a escrever sobre o comer intuitivo, vamos definir intuição. Segundo o dicionário, é o ato de perceber, discernir ou pressentir coisas, independentemente de raciocínio ou análise. O comer intuitivo é um conceito criado por duas nutricionistas americanas Evelyn Tribole e Elyse Resch e é uma abordagem baseada em evidências.


Nessa época de tantas informações nutricionais, tantas atualizações na área da saúde e de tantos modelos e protocolos de dieta diferentes visando o emagrecimento, pode estar um pouco difícil entrarmos em contato com nossa intuição em relação ao comer.


Corpo, mente e comida parecem estar fora de sintonia. Racionalizamos o comer e esquecemos os fatores pré-deglutição, ou seja, os fatores sociais e afetivos que contribuem para a escolha dos alimentos e da comida.

Comer vai além da nutrição, a comida tem um caráter simbólico e tem significados afetivos. Precisamos aprender a respeitar as vontades e as subjetividades para conseguir conectar corpo, mente e comida.


Pilares do comer intuitivo


A abordagem do comer intuitivo tem como base três pilares:


  • Permissão incondicional para comer;

  • Comer para atender necessidades fisiológicas e não emocionais, quando com fome;

  • Ouvir os sinais internos de fome e saciedade para basear a escolha.


Para construir essa relação, dez princípios foram definidos. São eles:


  1. Rejeitar a mentalidade de dieta

  2. Honrar a fome

  3. Fazer as pazes com a comida

  4. Desafiar o policial militar

  5. Sentir a saciedade

  6. Descobrir o fator de satisfação

  7. Lidar com as emoções sem usar a comida

  8. Respeitar seu corpo

  9. Exercitar-se

  10. Honrar a saúde, praticando uma nutrição gentil


Nutrição gentil


A prática da nutrição gentil deve ser exercitada. Isso pode ser um desafio para algumas pessoas, pois aprendemos a julgar alguns alimentos como bons e outros como ruins e assim tentamos evitar a todo o custo os considerados negativos.


Ocorre então uma restrição que, além de poder gerar uma compulsão, pode fazer com que você passe muito tempo pensando em comida. A solução é aprender a ouvir o seu corpo para entender a fome - se ela é fisiológica, emocional ou social - e aprender a saciá-la de maneira consciente.

Sentir o corpo, como está sua digestão, se atualmente algum alimento demora muito para digerir e você continua comendo, quais comidas dão mais saciedade, quais dão menos.


A permissão incondicional para comer quando com fome não significa que você deva comer o que quiser, quando quiser e que tudo está liberado. Significa aprender a identificar o que seu corpo pede quando você está com fome e identificar se é realmente fome. A partir disso comer de acordo com seus gostos e parar quando estiver satisfeito(a).


Fome emocional


Além da fome fisiológica podemos ter a fome emocional. Pode ser uma ansiedade, angústia, tristeza, vergonha, medo, alguma carência e quando ela chegar, avalie se comida preenche realmente esse vazio, essa sensação. Sintonia com o corpo e mente exige presença e auto-observação e todas essas atitudes promovem autonomia, autoconhecimento e nos libertam de padrões alimentares que não funcionam para nós.


Essa maneira gentil de praticar a nutrição deve ser exercitada e se isso for um desafio muito grande pra você, busque ajuda profissional.


Se você quiser saber mais entre em contato comigo que terei o maior prazer em ajudar!




Soraya Costa

Nutricionista Comportamental e Psicanalista

CRN 20926